sábado, 29 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Dislexia
um passo para abandonar o léxico,
escapar do exaustivo discurso
ouvir a linguagem do meu berro!
falar apenas uma dança
não não, não dizer...
Um convite
vamos rosnar? vamos uivar?
Vamos se entender?
"Words are a sawed off shotgun"
escapar do exaustivo discurso
ouvir a linguagem do meu berro!
falar apenas uma dança
não não, não dizer...
Um convite
vamos rosnar? vamos uivar?
Vamos se entender?
"Words are a sawed off shotgun"
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Recomendasom?
Achei essa letra sensacional....
"Se perder sem se podar e se importar comigo
Aprender você sem te prender comigo"
O Teatro Mágico - Você me bagunça.
"Se perder sem se podar e se importar comigo
Aprender você sem te prender comigo"
O Teatro Mágico - Você me bagunça.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Compartilhando leituras - Delicadas coreografias , Flavia Liberman
"Como não apequenar-se em um ser contido no enfrentamento de algumas situações da vida? Como potencializar o corpo em encontros que possibilitem maior apropriação de si, como alguém que vai em direção aos mundos para construí-los e desmanchá-los permanentemente em busca de mais potência? Como desfazer modos tão rigidamente estruturados, como aquele construído em determinado contexto: resposta a um pai que parecia sempre maior, fazendo-me sentir frequentemente menor, tamanhas eram as idealizações?
Como suportar e não paralisar os processos formativos e inerentes ao vivo, que permanentemente constroem e (re)constroem corpos ao longo da vida, no encontro com outros corpos?"
Será que leio para achar respostas? estou muito contente com estas perguntas, puro desassossego...
Como suportar e não paralisar os processos formativos e inerentes ao vivo, que permanentemente constroem e (re)constroem corpos ao longo da vida, no encontro com outros corpos?"
Será que leio para achar respostas? estou muito contente com estas perguntas, puro desassossego...
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Convocando Artaud à Velvet Room : Van Gogh, O suicida da sociedade. Parte 2
Compartilhando mais algumas partes da minha leitura do livro Van Gogh, O suicida da sociedade, de Antonin Artaud.
"Van Gogh não morreu de um estado de delírio próprio,
e sim por ter servido corporalmente de campo a um problema em torno do qual, desde suas origens, se debate o espírito iníquio desta humanidade,
que é o da predominância da carne sobre o espírito, ou do corpo sobre a carne, ou do espírito sobre um e outro.
E onde fica neste delírio o lugar do eu humano?
Van Gogh buscou o seu durante toda a vida com uma energia e uma determinação estranhas.
E ele não se suicidou num gesto de loucura, no transe de não consegui-lo, mas, pelo contrário, acabara de consegui-lo e de descobrir o que ele era e quem ele era, quando a consciência geral da sociedade, para puni-lo por se ter desvencilhado dela,
o suicidou.
E isto se passou com Van Gogh como de hábito se passa sempre durante uma suruba, uma missa, uma absolvição, ou tal ou qual rito de consagração, de possessão, de sucubação ou de incubação.
Ela se introduziu então em seu corpo,
esta sociedade
absolvida,
consagrada,
santificada
e possessa,
apagou nele a consciência sobrenatural que acabara de conquistar, e como uma inundação de corvos negros nas fibras de sua árvore interna,
o submergiu num último mergulho,
e, tomando-lhe o lugar,
o matou.
Porque é da lógica anatômica do homem moderno nunca ter podido viver, nem pensado viver, senão possesso."
"Nunca ninguém escreveu ou pintou, esculpiu, construiu, inventou, a não ser para sair do inferno."
"Descrever um quadro de Van Gogh, para quê! Nenhuma descrição proposta por outra pessoa poderá valer o simples alinhamento de objetos naturais e de cores a que se entrega o próprio Van Gogh,
tão grande escritor quanto pintor e que confere à obra descrita a impressão da mais atordoante autenticidade."
"Van Gogh não morreu de um estado de delírio próprio,
e sim por ter servido corporalmente de campo a um problema em torno do qual, desde suas origens, se debate o espírito iníquio desta humanidade,
que é o da predominância da carne sobre o espírito, ou do corpo sobre a carne, ou do espírito sobre um e outro.
E onde fica neste delírio o lugar do eu humano?
Van Gogh buscou o seu durante toda a vida com uma energia e uma determinação estranhas.
E ele não se suicidou num gesto de loucura, no transe de não consegui-lo, mas, pelo contrário, acabara de consegui-lo e de descobrir o que ele era e quem ele era, quando a consciência geral da sociedade, para puni-lo por se ter desvencilhado dela,
o suicidou.
E isto se passou com Van Gogh como de hábito se passa sempre durante uma suruba, uma missa, uma absolvição, ou tal ou qual rito de consagração, de possessão, de sucubação ou de incubação.
Ela se introduziu então em seu corpo,
esta sociedade
absolvida,
consagrada,
santificada
e possessa,
apagou nele a consciência sobrenatural que acabara de conquistar, e como uma inundação de corvos negros nas fibras de sua árvore interna,
o submergiu num último mergulho,
e, tomando-lhe o lugar,
o matou.
Porque é da lógica anatômica do homem moderno nunca ter podido viver, nem pensado viver, senão possesso."
"Nunca ninguém escreveu ou pintou, esculpiu, construiu, inventou, a não ser para sair do inferno."
"Descrever um quadro de Van Gogh, para quê! Nenhuma descrição proposta por outra pessoa poderá valer o simples alinhamento de objetos naturais e de cores a que se entrega o próprio Van Gogh,
tão grande escritor quanto pintor e que confere à obra descrita a impressão da mais atordoante autenticidade."
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